Erro médico
– Caso Waldemiro Salomão
Neto
Por Chafiha Felippe
Jabour Salomão – Juiz
de Fora - MG
Waldemiro
Salomão Neto,
vítima fatal de erro
médico |
::Meu
filho, Waldemiro
Salomão Neto
– 22 anos -
deu entrada no Hospital
Bom Pastor
em Juiz de
Fora – MG,
para a realização
de uma gastroplastia
(cirurgia para redução
de estômago),
no dia 21 de novembro
de 2000.
::A operação
ficou a cargo do médico
Dr. Valentin
Carlos Costa
e, de acordo com exames
preliminares, o rapaz
tinha todas as condições
físicas e psicológicas
para que fossem realizados
os procedimentos cirúrgicos,
mas uma seqüência
de erros – tanto
do médico,
como da anestesista
-, causaram um intenso
sofrimento ao paciente.
::De
início, a cirurgia,
que levaria normalmente
de 3 a 4 horas, estendeu-se
por cerca de 9 horas.
Logo após,
Waldemiro foi levado
á UTI do mesmo
hospital, quando a
família notou
que o mesmo apresentava
queimaduras de terceiro
grau nas nádegas
causadas por uso de
um bisturi elétrico
de forma inadequada.
E sofrendo com dores
na região afetada
e também na
perna direita, no
dia seguinte o paciente
é removido
da UTI para o quarto.
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::Para
aumentar ainda mais o sofrimento,
descobriu-se que, devido à
cirurgia, o intestino de Waldemiro
estava obstruído (inversão
da alça intestinal), mas o
Dr. Valentim, que teria, segundo literatura
médica, 96 horas para resolver
o problema, fez a opção
de “deixar a natureza agir”,
opção essa acabou por
complicar ainda mais o caso.
::Duas
outras cirurgias foram realizadas,
porém nenhuma mexeu no cerne
da obstrução, não
resolvendo o problema, o que levou
o paciente á mais sofrimento.
::Uma
junta médica foi convocada
pela família em desespero,
porém o Dr. Valentim negou-se
até mesmo á fazer uma
tomografia sugerida por um dos médicos
presentes, assumindo assim os riscos.
::Na
quarta cirurgia, realizada em 16 de
fevereiro de 2001, fez-se a técnica
de By-pass no intestino do paciente,
a cirurgia que deveria ter sido feita
até em 96 horas depois de detectado
o erro. Mas, para agravar o quadro,
a falta de habilidade de uma anestesista
que desentubou o paciente enquanto
a sutura era realizada, fez com que
líquidos intestinais chegassem
aos pulmões. Nada foi feito
para drenar esse líquido e
um pneumologista só foi chamado
quatro dias depois, quando o caso
praticamente não tinha mais
solução.
::Levado
á UTI com muitas dores no peito,
ainda reage á três paradas
cardíacas, mas é vencido,
vindo á falecer nesse mesmo
dia – 20 de fevereiro de 2001
– ás 7:25Hs.
::Devido
à seqüência de erros,
pelo descaso e pela total falta de
responsabilidade, levamos o caso á
justiça cível e criminal.
O médico – Dr. Valentim
Carlos Costa e a médica anestesista
Dra. Maria de Lourdes Tavares Vale
- foram denunciados pela promotoria,
por crime qualificado, no dia 18 de
janeiro de 2005. Esperamos, ansiosos,
por um desfecho digno e justo.
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